MP libera R$ 500 milhões para aquisição de alimentos, medida foi requerida pelo Movimento Municipalista

Aumentar os recursos destinados ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) foi uma das pautas de apoio emergencial aos Municípios no enfrentamento à Covid-19 apresentadas pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) ao governo federal, na área de Agricultura. O crédito extraordinário R$ 500 milhões para ações de segurança alimentar e nutricional, no âmbito do programa, foi publicado nesta segunda-feira, 27 de abril.

Medida Provisória (MP) 957/2020 abre crédito em favor do Ministério da Cidadania (MC), que executa o PAA, para o enfrentamento à pandemia. A suplementação orçamentária foi articulada entre os ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, da Economia e da Cidadania. Cerca de 85 mil famílias de agricultores devem ser beneficiadas, além de 12,5 mil entidades e 11 milhões de famílias em vulnerabilidade social.

De acordo com a CNM, os recursos liberados representam complemento importante, uma vez que a verba destinada para aquisição de alimentos era, em média, de R$ 130 milhões. O presidente da Confederação, Glademir Aroldi, destaca o pleito, especialmente na modalidade doação simultânea. “É mais uma conquista do movimento municipalista. O recurso adicional ajudará nas ações socioassistenciais e na aquisição de cestas básicas para população carente.”

Do total, R$ 220 milhões devem ser destinados ao Conab para compra de alimentos das cooperativas de agricultores familiares, por meio da modalidade do PAA Compra com Doação Simultânea. Na mesma modalidade, Estados e Municípios terão R$ 150 milhões para termos de adesão para a compra e R$ 130 milhões serão alocados para a modalidade PAA Leite, que possibilita a compra de leite in natura de laticínios e agricultores familiares do semi-árido brasileiro.

A área de Desenvolvimento Rural da CNM publicou a Nota Técnica 12/2020 com orientações aos gestores municipais para garantia do abastecimento nos Municípios em decorrência da Covid-19. Os impactos da pandemia na produção, transporte e abastecimento que podem afetar a cadeia de suprimentos são apontados no documento, que também faz recomendações para rede de abastecimento.

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