FAMEP participa do Fórum de Cidades Resilientes e Seguros na COP30 e destaca importância da gestão de riscos climáticos para os municípios paraenses

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A Federação das Associações de Municípios do Estado do Pará (FAMEP) participou, nesta terça-feira (19), do Fórum de Cidades Resilientes e Seguros, realizado na Casa do Seguro, em Belém, durante a COP30. O evento reuniu autoridades municipais, lideranças do setor segurador e especialistas para discutir estratégias de adaptação climática, gestão de riscos e proteção das comunidades diante dos desafios impostos pelos eventos extremos.

Durante o encontro, a CNseg apresentou uma contribuição estratégica para a agenda de ação da COP30: a Ferramenta de Gestão de Riscos Climáticos Físicos, nova solução integrada ao Hub de Inteligência Climática da confederação. O recurso que estreia com foco no mapeamento de inundações utiliza modelagem inteligente de risco e cruzamento de dados para definir o nível de exposição de um endereço ou área a alagamentos, indicando notas de risco alta, média ou baixa. Trata-se do primeiro módulo de um total de sete que serão entregues ao longo dos próximos dois anos, ampliando o mapeamento de riscos climáticos em todo o Brasil.

Para o presidente da FAMEP, Nélio Aguiar, o fortalecimento da capacidade técnica das cidades da Amazônia é fundamental para enfrentar os impactos crescentes da crise climática. “Os municípios paraenses estão na linha de frente dos efeitos das mudanças climáticas. Precisam de ferramentas modernas, financiamento contínuo e apoio técnico para proteger suas populações. A FAMEP está comprometida em buscar soluções, apoiar as prefeituras e garantir que a Amazônia seja protagonista na construção de cidades mais seguras, resilientes e preparadas para o futuro.”, afirmou Nélio.

Para os municípios, a ferramenta representa um avanço concreto na capacidade de antecipação, prevenção e planejamento urbano. A consulta pode ser feita por endereço e integrada diretamente aos sistemas das seguradoras, respondendo a uma pergunta essencial: “Quão exposto está este local a inundações?” O debate ganha ainda mais relevância diante do cenário brasileiro: entre 2013 e 2024, o país registrou R$ 732,2 bilhões em prejuízos causados por desastres naturais e tecnológicos, impactando mais de 473 milhões de pessoas. Inundações, secas prolongadas, deslizamentos e outros eventos extremos evidenciam a urgência de fortalecer a governança municipal e estruturar políticas públicas voltadas à prevenção, mitigação e adaptação climática.

Um estudo da Confederação Nacional de Municípios (CNM) mostra que 95% das cidades brasileiras foram afetadas por algum tipo de desastre na última década. Apesar disso, apenas 39,8% dos recursos autorizados pela União para ações de prevenção e gestão de riscos entre 2013 e 2024 foram efetivamente pagos, uma lacuna que compromete a resiliência local e limita a capacidade das administrações municipais de se prepararem para novos eventos.

A participação no Fórum reforça a atuação da FAMEP na COP30 em defesa de políticas públicas robustas, integradas e territorialmente adequadas às realidades dos municípios do Pará.

Com informações da CNM.

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